SETEMBRO AMARELO - MÊS DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO

Falar é a melhor solução! Saber ouvir é preciso.

 Por Wesley Assis - postado às 16h30 em 3 de setembro de 2021. 

 

O mês de setembro é marcado pela Campanha de Conscientização sobre o tema de prevenção e combate ao suicídio. Durante setembro, ocorre em todo país, uma série de ações que buscam divulgar canais de atendimento e formas de ajudar.


Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2021, foram registrados 12.895 suicídios só em 2020 no Brasil, sendo que, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, apresentam os maiores números em relação aos demais estados.

Mais comum entre os homens, o suicidio tem ligação direta com a depressão e ansiedade, doença que coloca o Brasil entre os maiores números de casos do mundo e, que muitas vezes não são tratadas de forma correta. Os motivos para suícidio muitas das vezes também está atrelada ao abuso de consumo de álcool, cigarro e outras drogas.

 

 

Saber ouvir é preciso! 

 

 

 

 

É preciso ficar atento aos sinais, mesmo que nem sempre sejam tão evidentes. A pessoa que pensa em se suicidar não quer simplesmente desistir da vida, e sim tentar matar o que os fazem sofrer. O site UOL, lista alguns sinais de alerta, entre eles estão:

 

  • Tentativas de suicídio anteriores;
  • Desesperança;
  • Desespero;
  • Desamparo;
  • Mudanças abruptas de comportamento;
  • Desejo de morrer;
  • Planejar o suicídio;
  • Sintomas fortes de depressão;
  • Oscilações de humor;
  • Pessimismo;
  • Ansiedade e estresse acentuados;
  • Raiva e agressividade intensas;
  • Desejo de vingança;
  • Problemas relacionados ao sono;
  • Sensação de estar preso e sem saída;
  • Isolamento social;
  • Falta de sentido na vida;
  • Impulsividade e interesse por situações de risco;
  • Abuso de álcool e drogas;
  • Desfazer-se de objetos importantes;
  • Concluir assuntos pendentes como fazer um testamento, um seguro de vida ou uma carteira de doação de órgãos;
  • Colocar as coisas em ordem;
  • Encerrar contas bancárias;
  • Interesse súbito em religião;
  • Despedir-se de parentes e amigos;
  • Irritabilidade fora do normal;
  • Crises de culpa e de choro;
  • Comprar armas ou estocar comprimidos, entre outros.


Saber ouvir e entender a solução é um bom início, outras maneiras é encaminhar a pessoa à profissionais como psiquiatras que vão ajudar com medicamentos e acompanhamento de um terapeuta. O apoio familiar e dos amigos, são essenciais a todo tempo.

Para quem não tem acesso a sistema privado de saúde, indicamos procurar auxílio em Centro de Apoio Psicossocial (CAPS) do Sistema Único de Saúde, que disponibiliza psicólogos e consultas com psiquiatras. o CVV - Centro de Valorização a Vida - também oferece apoio emocional e de prevenção ao suicío pelo número 188, a chamada é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia. Você também tem acesso ao apoio e pode conhecer mais sobre o trabalho deles clicando neste link.