PROTEJA SEU TESOURO, VACINE SEU FILHO

 

 

 

 

 

O que é a pólio?


A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos. Em casos graves, pode levar a paralisias musculares, em geral nos membros inferiores, ou até mesmo à morte. A vacinação é a única forma de prevenção.


Como o vírus é transmitido?


A falta de saneamento, as más condições habitacionais e higiene pessoal precária são fatores que favorecem a transmissão do poliovírus. Ele é transmitido por meio do contato direto com fezes ou secreções eliminadas pelas pessoas doentes. Não existe tratamento específico para a poliomielite. Todas as pessoas contaminadas devem ser hospitalizadas para receber tratamento de acordo com o quadro clínico.


Quais são os sintomas da doença?


Entre os sintomas mais frequentes estão febre, dor de cabeça e no corpo, vômitos, espasmos e rigidez na nuca. Na forma de paralisia, ocorre a súbita deficiência motora, acompanhada de febre, flacidez e assimetria muscular, e persistência de paralisia residual (sequela) após 60 dias do início da doença.
As sequelas são tratadas por meio de fisioterapia e exercícios que ajudam a desenvolver a força dos músculos afetados. Além disso, pode ser indicado o uso de medicamentos para aliviar as dores musculares e das articulações.


Quantas doses de vacina devem ser tomadas?


Desde 2016, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável (aos 2, 4 e 6 meses de idade) e mais as doses de reforço com a vacina oral bivalente (gotinha). A medida está de acordo com a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e faz parte do processo de erradicação mundial da pólio.


Campanha de Vacinação

 

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite para crianças de até 5 anos vai até o dia 30 de outubro em postos de saúde de todo o país. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 95% das 11,2 milhões de crianças que estão na faixa etária.
Os órgãos de saúde alertam que a população deve procurar o serviço mesmo em meio à pandemia de Covid-19.


Se a pessoa estiver com Covid-19 sem saber, há perigo em tomar a vacina contra a pólio?


De acordo com o Ministério da Saúde, até o momento não há contraindicação médica para vacinar pessoas infectadas com Covid-19. A pasta orientou a rede pública a adotar medidas de prevenção contra o novo coronavírus, para garantir a segurança das pessoas que comparecerem aos postos.
Entre as orientações, estão garantir a administração das vacinas em locais abertos e ventilados, disponibilizar local para lavagem das mãos ou álcool em gel, orientar que somente um parente acompanhe a pessoa a ser vacinada, e realizar a triagem de pessoas com sintomas respiratórios antes da entrada na sala de vacinação.


Vacinas em baixa


Segundo os índices do Programa Nacional de Imunização (PNI), atualizados até domingo (4), a cobertura vacinal está em 56,68% para as imunizações infantis. O ideal é que ela fique entre 90% e 95% para garantir proteção contra doenças como sarampo (que tem índice ideal de 95%), coqueluche, meningite e poliomielite.
O baixo índice de imunização já tem consequências: dados do Ministério da Saúde mostram que, até o início de agosto, o país tinha 7,7 mil casos confirmados de sarampo. No ano passado, o Brasil perdeu o certificado de erradicação da doença.
Para Isabella Ballalai, pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o motivo da baixa cobertura é a pandemia de Covid-19, que levou as pessoas a ficarem em casa e não saírem para vacinar os filhos.
"Essa situação se repete no mundo inteiro. Houve uma queda entre 30% e 50%", afirma Ballalai. A médica lembra que, apesar das quedas vistas nas taxas de imunização no Brasil nos últimos anos, o país continua com uma das melhores coberturas vacinais do mundo.

 

 

 

Fonte: CNN