ASTRAZENECA E OXFORD TAMBÉM IRÃO PRODUZIR E TESTAR VACINA CONTRA COVID-19

O governo brasileiro anunciou no dia 27/06/2020 a parceria com a farmacêutica britânica AstraZeneca e com a Universidade Oxford, no Reino Unido, para desenvolvimento e produção de vacina contra o novo coronavírus. A estimativa é que o Brasil tenha pelo menos 30,4 milhões de doses até janeiro de 2021. 
 
Como funciona a vacina de Oxford? 
 

A estratégia usada é a de um vetor viral não replicante. Isso significa que os cientistas usam um vírus diferente do coronavírus como uma espécie de "cavalo de Troia". No caso da vacina da Universidade de Oxford, é utilizado um adenovírus.
 
Esse vírus é geneticamente modificado para se tornar fraco, ou seja, não infeccioso e incapaz de se replicar no corpo humano. Os pesquisadores inserem neste vírus uma parte do coronavírus também modificada e não infecciosa, uma proteína.
 
Quando essa vacina é injetada no corpo, o sistema imunológico promove uma resposta imune a essa proteína que estava escondida dentro do vetor, levando à produção de anticorpos e de outras células de defesa capazes de proteger o indivíduo da covid-19. 
 

 

 
Em qual fase de testes a vacina está? 
Está na fase três. Os pesquisadores já fizeram a fase pré-clínica, em modelos animais que se assemelham ao humano. Ela foi testada em ratos, furões e macacos e se mostrou segura. Depois, começou a fase clínica, que é divida em três etapas.
Na fase um, testou-se o produto em adultos saudáveis, para demonstrar segurança em humanos. Na dois, analisou-se a imunogenicidade, para ver se a vacina realmente gera resposta imune no organismo, se o corpo produz anticorpo para aquele vírus. Até, por fim, chegar à fase três, para testar a eficácia do produto, se ele realmente protege e imuniza.
 
Por que os testes estão sendo feitos no Brasil?
 
A curva epidemiológica ainda é ascendente no país, fazendo com que os resultados possivelmente sejam mais assertivos.
 
Quando a vacina estará pronta?
Se a eficácia for de, no mínimo, 70%, mesmo com os testes ainda em andamento, eles farão parte de um pacote do registro da vacina que será feito no fim do ano. A ideia de Oxford é montar um dossiê de registros para essa vacina, para ser apresentada às autoridades regulatórias do Reino Unido até dezembro. Eles conseguiriam o primeiro registro a nível mundial dessa vacina e começariam a vacinar lá, em caráter emergencial.

Os outros países, como o Brasil, também entrariam com os registros em caráter emergencial e, se tiverem comprado a vacina, começariam a vacinar. Aqui, a produção será feita na Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que irá receber toda a tecnologia e os insumos.

Enquanto isso, os estudos continuam. O registro formal só pode ser feito com a finalização dos testes, por isso todos serão finalizados. Mas para parar a pandemia, será feita a aprovação regulatória de caráter emergencial antes.